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20 de fevereiro de 2021

A Geometria do Retorno ao Lar

"Emblems 21" de Matthäus Merian, 1612, in
"Atalanta Fugiens" de Michael Maier, Oppenheim, 1617.

A GEOMETRIA DO RETORNO AO LAR

Diz uma antiga Fórmula Alquímica, que esta figura é a GEOMETRIA que simboliza o retorno ao Paraíso Espiritual.

Desta feita, essa antiga Fórmula Alquímica nos diz que: "Quando um casal, homem e mulher, entra em um Pequeno Círculo, depois em um Quadrado, em seguida em um Triângulo, e finalmente em um Grande Círculo, retornam ao Paraíso".

Tendo por base o contexto Bíblico, este teorema foi desenvolvido pelos Alquimistas Medievais, que eram Católicos, a partir da prática dos Mistérios Ancestrais desde os tempos da Babilônia, onde monjas e monjes consagrados dedicavam seus corpos a Deus, cujo segredo foi incorporado à Religião Judaica durante o cativeiro dos Judeus junto à esta civilização.

Sendo este segredo herança da Mística Operativa Judáica Antiga, descoberta e adquirida pelos cristãos na Palestina durante as Cruzadas, nos vários séculos de guerra e paz empreendidas na Terra Santa, uma vez levada à Europa, foi incorporada à Doutrina Operativa de Salvação, desenvolvida secretamente nos Monastérios Católicos.

Sendo assim, esta Mística Operativa nos diz que: "No princípio era UM, então Eva se separou de Adão, e com isso, ambos foram expulsos do Paraíso. E o retorno ao Paraíso se faz somente com a re-união mística de ambos, novamente fazendo UM".

Esta GEOMETRIA então, na prática, significaria para nós o seguinte:

1) Um casal, homem e mulher, purificados e reunidos no Pequeno Círculo Sagrado do Matrimônio Místico, devem harmonizar com perfeito equilíbrio e sintonia seus veículos físico, vital, emocional e mental (Quaternário Inferior Mortal) em um único Quadrado Místico Sagrado.

2) Com isso, passam a fusionar seus corpos causal, intuitivo e espiritual (Tríade Superior Imortal) em um único Triângulo Místico Sagrado, depositário do homem e da mulher unificados de corpo e Alma, no Espírito (UM).

3) Formando assim o Grande Circulo da Alma Espiritual Única, que volta a habitar o Paraíso Celestial, o seu Lar Espiritual, em sua Forma Una.

Cum Lucis Mihi Vici

Frater Lux Messor

4 de dezembro de 2020

O G da Maçonaria e a Cosmogonia Tzintzun

O "G" DA MAÇONARIA

E A COSMOGONIA "TZINTZUN"

DE ISAAC LURIA


A Cosmogonia "Tzintzum" é um dos aspectos da renovação mística do séc. XVI, introduzida na Kabbalah por Isaac Luria, rabino judeu da Jerusalém Otomana. No Sistema Luriânico, o Zohar teve sua mística graficamente interpretada.

Nela, as Sephrots são representadas por esferas, ou camadas concêntricas, onde a substância nelas presente vai se tornando cada vez mais sutil, na medida que as camadas se afastam do centro.

Assim, cada camada representa uma esfera de manifestação, mundo ou dimensão de existência, por onde os seres, da esfera mais densa à mais sutil, ascendem através das camadas aos Reinos da Luz (Ain Soph Aur).

Neste ínterim, há uma linha que, atravessando todas as camadas, liga o centro (Sheol) às camada mais externas (Atzlut), representando a "Escada de Jacó", por onde o Adepto espiritualmente ascende.

Acreditasse que, no processo de formação da Maçonaria Especulativa no início do séc. XVIII, na Inglaterra, o Sistema Cosmogônico Luriânico foi incorporado de maneira velada à Simbologia Maçônica.

Assim, além de representar a primeira letra de "God" ou "Geometry", como se apresenta aos incautos, a curvatura do "G" da Insígnia Maçônica representaria as "Esferas", e sua barra horizontal a "Escada de Jacó", de acordo com a Cosmogonia "Tzintzun" de Luria.

Cum Lucis Mihi Vici

Frater Lux Messor

2 de dezembro de 2020

O Segredo do Soldado de Cristo


• SIGILLVM+MILITVM+XPISTI •

• O SEGREDO DO SOLDADO DE CRISTO •

 • I •

A Ordem do Templo foi fundada sobre os segredos encontrados no Oriente Médio, sobre os Mistérios Gnósticos da Antiguidade, referentes à Essência que guia o homem consagrado, por meio do Cristo, a Deus.

• II •

O Selo Templário simboliza a Natureza Setenária física e espiritual deste Homem; formada por seu Quaternário Inferior, as quatro patas do cavalo, coroado pela Tríade Superior, o cavalo e os dois cavaleiros.

• III •

As patas do animal simbolizam os corpos físico, etérico, astral e mental inferior do homem; que o conduzem pela Terra por meio das suas ações, sua vitalidade, suas emoções e seus pensamentos comuns.

• IV •

Já o cavalo é o seu corpo mental superior, o cavaleiro o seu corpo místico, e o segundo cavaleiro o seu corpo espiritual; a Trindade que guia o homem por meio da razão, do princípio crístico e do princípio divino.

• V •

Assim, o homem-animal cavalga o mundo, guiado pelo animal-homem e conduzido pelo cavaleiro-Cristo, que por sua vez amparado pelo cavaleiro-Divino, tornam este Homem completo e abençoado por Deus.

Cum Lucis Mihi Vici

Frater Lux Messor

2 de novembro de 2020

A Chave Yeshwe da Iniciação

A CHAVE YESHWE DA INICIAÇÃO
E A DIVINÇÃO DO SER HUMANO

O Nome de Deus (YEWE=Jeovah) não é uma palavra, e sim um ideograma formado por quatro caracteres do alfabeto hebraico (Yod, Heh, Waw, Heh) que representam o corpo humano e os quatro elementos que o compõe.

Este ideograma, dispondo os caracteres na vertical, representam: Yod a cabeça, o primeiro Heh o ombro e os braços, o Waw o tórax e o abdômen, e o segundo Heh o quadril e as pernas; perfazendo o corpo humano.

Segundo a ciência antiga, na cabeça residia o Fogo divino da inteligência, nos braços a habilidade de movimentar o Ar, no tronco a vitalidade na Água que continha, e nas pernas os seus alicerce sobre a Terra.

Da mesma maneira, o Nome do Messias (YESHWE=Jesus) é formado com o acréscimo de um quinto caractere (Shin), o Éter, o quinto elemento que, com a Iniciação Crística, desce do Céu, e passa a residir no coração humano.

Dessa maneira, a Chama Trina é ativada no coração do homem e da mulher purificados, revela o Messias no seu interior, elevando o discípulo à condição de iniciado, tornando-os um Filho ou uma Filha de Deus.

Assim, os Cabalistas antigos ensinavam sobre a natureza física (Fogo, Ar, Água e Terra) e divina do corpo (Éter) que, uma vez recebido, sacraliza o corpo de todo homem e de toda mulher iniciados nos Mistérios da Vida Eterna.

Portanto, YESHWE, antes de ser um nome próprio, é o ideograma que a antiga Escola de Mistérios Cabalistas usava para representar e ensinar, com caracteres hebraicos, sobre o atributo do Corpo Humano Divinizado.

Ou seja, YESHWE é o título recebido por todos que, por meio do Princípio Divino SH, realizam a Teosis do Corpo YEWE, passam a carregar dentro de si a poderosa e transformadora Chama Crística do Amor Incondicional, Amém.

Cum Lucis Mihi Vici

Frater Lux Messor

26 de setembro de 2020

Apesar da Certeza da Morte

APESAR DA CERTEZA DA MORTE

Com o Amor Espiritual o Corpo Ressuscita

A OBRA

Há uma magnífica e tradicional obra escultural, chamada "São Jerônimo", na Cripta da Catedral Metropolitana de São Paulo (*), com uma bela e profunda inscrição latina nela, cujo texto e significado, bem apropriado ao local onde se encontra, transcrevo a seguir:

INSCRIÇÃO LATINA

CADAVERUM OBTITU TERRITUS MOX AFFLANTE ANGELO CHRISTUM EXANIMEM INTUITUS MIRIFICE ERIGITUR.

TRADUÇÃO LITERAL

Do cadáver a certeza terrível, com súbito sopro o Anjo de Cristo, o que sem vida parecia com surpresa é erguido.

TRADUÇÃO CONTEXTUAL

Apesar da terrível certeza da morte, subitamente com o alento do Amor Espiritual, surpreendentemente o corpo que parecia sem vida ressuscita.

EXEGESE

I. A grande maioria das pessoas, inclusive aquelas que se consideram cristãs, baseando-se na compreensão que têm sobre a vida e a morte, dirão que a única certeza que têm da vida são as suas próprias mortes.

II. Entretanto, de acordo com os ensinamentos de Jesus Cristo contidos nos Evangelhos, a Doutrina Cristã afirma justamente o contrário, que o destino dos Filhos de Deus é a Vida Eterna.

III. Contudo, para aqueles que acreditam na morte, a Vida Eterna se aplica ao Reino de Deus onde, em espírito, viverão para sempre; mas se esquecem que Jesus ressuscitou o seu próprio corpo carnal, transformado em Glória.

IV. Não compreendendo que o Corpo de Glória é tão material quanto os seus corpos físicos, porém absolutamente purificado e livre de pecado, não percebem que exatamente é esta a conduta esperada do cristão.

V. Ora, o próprio Mestre do Amor Espiritual nos ensinou como fazer esta transformação sagrada no qual Ele, Jesus Cristo, submeteu o seu próprio corpo carnal, fazendo de Si o maior exemplo a ser seguido.

VI. Assim sendo, a ressurreição do corpo deve ser o maior objetivo de todo cristão autêntico que, seguindo os passos do Mestre, trabalhará a sua purificação carnal para que a sua ascese se realize com a Vida Eterna.

VII. Isso porque o Espírito somente vive por meio do corpo e, sendo a vida a maior benção que Deus concede para as suas criaturas, a verdadeira vida é vivida quando o ser humano com o seu corpo, em Glória no Reino estiver.

VIII. E sendo o Reino de Deus o estado de consciência onde, purificada, a humanidade verdadeiramente vive, cabe a todo cristão autêntico desacreditar da morte do seu corpo, e por meio da sua purificação buscar a Vida Eterna.

Cum Lucis Mihi Vici

Frater Lux Messor

(*) Imagem: obra "São Jerônimo", de Francisco Leopoldo e Silva, 1919. Cripta da Catedral Metropolitana de São Paulo, Brasil. Site acessado em 25 set. 2020, disponível em:

https://vejasp.abril.com.br/estabelecimento/cripta-da-catedral-da-se

30 de junho de 2020

A Luz Divina Dentro de Nós

L*U*C*I*F*E*R*U*S

A LUZ DIVINA DENTRO DE NÓS


O termo "Lúcifer" é um nome próprio que significa "aquele que carrega a luz". Um nome comum usado nos primeiros séculos da era cristã, de significado similar a "Lucius" ou "Lucas" - "brilhantes como a luz", nomes também comuns no mundo greco-romano. 

Este nome foi usado por São Jerônimo, no séc.V, para traduzir alguns termos usados como atributo, entre eles para o planeta Vênus, o Rei Nabucodonosor e mesmo Jesus Cristo, na sua versão para a Bíblia latina, como pode ser observado nos links abaixo:


Sendo assim, todos nós carregamos a Centelha Divina dentro do coração, fazendo com que cada um de nós seja um "Lúcifer", no significado literal da palavra. E se assim for, a Igreja teria escondido esse fato, para que fosse ela o único meio de união com Deus.

Porém, segundo a Doutrina Gnóstica da Luz, nossa própria Divindade é acessada a partir da Centelha Divina presente em nosso interior; e a Igreja teria usado todos os meios para esconder essa verdade, que inviabilizaria a sua própria razão de existir.

Poderia-se inclusive afirmar que todas as religiões estariam da mesma maneira escondendo Deus, ao invés de revelá-Lo, na medida que a própria palavra "religião", que teria vindo do termo latino "religare", significaria "ligar o que está separado".

Ora, sendo impossível estarmos separados de Deus pelo fato de sermos todos Seres Espirituais encarnados, todas as religiões patrocinariam a ignorância sobre a Luz Divina dentro de nós, pelo fato de pretenderem ser intermediárias entre o ser humano e Deus.

Sendo uma das maneiras a subversão dos Mistérios Solares da Antiguidade, e sua completa inversão de valores, dada a cabo já pelos primeiros padres da Igreja e suas disputas cristológicas com as Doutrinas Gnósticas, das quais saíram vencedores.

Como no caso do nome Lúcifer que, segundo a Igreja Romana, passou a simbolizar o próprio mal para, por meio das trevas do medo e da ignorância, evitar o acesso direto do ser humano à sua Divindade Interior através da Luz do Conhecimento de si mesmo.

Cum Lucis Mihi Vici

Frater Lux Messor

1 de abril de 2020

A Taça Sagrada do Sangreal

 

 A TAÇA SAGRADA DO SANGREAL

A Mística do Espírito na Carne

• I •

Dentre muitas interpretações, a Taça do Sangreal simboliza o aspecto sacramental da constituição feminina, tanto anatômica quanto mística, na sua capacidade de gerar uma nova vida, e uma nova oportunidade de manifestação do Espírito de Deus na matéria.

 • II •

Desta maneira, a tradição mística diz que, quanto mais puro e sacramentado for o ato procriador entre homem e mulher, mais pura será a manifestação do Espirito na carne, procurando trazer ao mundo o Instrutor Divino, o Cristo encarnado na forma humana. 

• III •

Ao olho vidente, a Taça representa a forma afunilada que o Espirito assume, quando desde a ampla Fonte Celestial projeta sua essência no mundo, uma coluna de luz que, no momento da concepção, toca a terra, fazendo no coração humano a sua morada.

Cum Lucis Mihi Vici

Frater Lux Messor